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Tipo do documento: Tese
Título: Reificação e linguagem em André Breton e Guy Debord
Título(s) alternativo(s): Reification and language in André Breton and Guy Debord
Autor: Aquino, João Emiliano Fortaleza de 
Primeiro orientador: Gagnebin, Jeanne-Marie
Resumo: Esta tese discute as reflexões de André Breton (1896-1966) e Guy Debord (1931-1994) sobre a linguagem, reflexões nas quais estética e crítica social são inseparáveis. Fundada em conteúdos ético-existenciais presentes em Baudelaire, Rimbaud, Lautréamont e Mallarmé, a reflexão sobre a linguagem, em Breton e no surrealismo, busca uma crítica da concepção instrumental da linguagem, inseparável da crítica da lógica e do racionalismo absoluto . Sob estes termos há em Breton uma reflexão crítica sobre determinados fenômenos sociais que, segundo a hipótese aqui considerada, se encontram com a categoria marxiana da reificação. Nestas reflexões, o horizonte ético de sua crítica social se ampara no conceito de profondeurs de l esprit, conceito este que nomeia a interioridade subjetiva e se manifesta na categoria de expression, compreendida como modo lingüístico -poético e existencial de negação do mundo exterior reificado e da transformação da linguagem num intercâmbio alienado. Assumindo e buscando ultrapassar teoricamente o horizonte modernista e vanguardista da expressão, Debord critica a pseudocomunicação da sociedade existente e estabelece a relação entre a comunicação e o programa , já apresentado pelos dadaístas e pelos surrealistas, de transformação da vida cotidiana. Ele pretende, assim, desenvolver uma reflexão sobre a experiência histórica da arte moderna e das vanguardas do início do século, reflexão ao mesmo tempo centrada na questão da linguagem e baseada na crítica marxiana do valor, e da qual, em proximidade e ruptura com aquela experiência, resulta uma teoria crítica do capitalismo desenvolvido, exposta em La societé du spectacle. A este propósito, o presente trabalho se orienta pela hipótese de que a reflexão sobre a linguagem e a crítica do fetichismo mercantil, em Debord, são aspectos inseparáveis de um único e mesmo ponto de partida da crítica da sociabilidade tardocapitalista, centrado na crítica da linguagem e da forma-mercadoria. O conceito central desta reflexão é o de langage commun como referência normativa da crítica do presente. Com relação ao surrealismo e às outras experiências artísticas modernas, Debord se posiciona por uma transição, no que diz respeito ao horizonte da reflexão estética e social sobre a linguagem, do conceito de expressão ao de comunicação ou diálogo. Ele busca recolher e manter, ultrapassando-a, a natureza crítica da expressão não-comunicativa (e, por isso, refratária à pseudocomunicação da sociedade burguesa), tal como concebida e experienciada pela arte moderna e as vanguardas do início do século, formulando a perspectiva crítico-existencial da comunicação . Este horizonte comunicativo se apresenta, pois, inseparavelmente, como a perspectiva em favor da qual é feita a crítica da sociedade fundada na produção fetichista de valor e, neste mesmo gesto, à ultrapassagem da arte e à realização da poesia perseguidas pelo surrealismo e pelas vanguardas do início do século passado se acrescenta um novo conteúdo: se a expressão poética moderna foi uma denúncia da linguagem reificada, pseudocomunicativa e até mesmo anticomunicativa é porque, segundo Debord, esta denúncia aspirou a uma nova, autêntica e livre comunicação
Abstract: This thesis discusses the reflections on language proposed by André Breton (1896-1966) and Guy Debord (1931-1994), in which aesthetics and social criticism are inseparable. Based on ethical and existential contents present in the modern French poetry, the reflections on language, in Breton s theory and in the surrealism, seek for a criticism of the instrumental concept of language, which is inseparable from the criticism of logic and of the absolute rationalism . Under such terms, there exists in Breton s a critical reflection on certain social phenomena which, according to the hypothesis here considered, correspond to Marx s category of reification. In these reflections, the ethical horizon of his social criticism is supported by his concept of profondeurs de l esprit (depths of the spirit), which names a subjective interiority and manifests itself in the category of expression, understood as a linguistic -poetical and existential mode of negation of the exterior reified world and of the transformation of language into an alienated interchange. Assuming and trying to theoretically surpass the modernist and avant-garde horizon of the expression, Debord criticizes the pseudocommunication of the existent society and establishes the relationship between the search for a direct communication and the programme of the transformation of everyday life, already announced by the dadaists and the surrealists. This way, he intends to develop a reflection on the historical experience of the modern art and of the vanguards of the beginning of the 20th century. This reflection is, at the same time, centred on the language issue and based on Marx s criticism of value, and of which, close to and in disruption with that experience, proceeds a critical theory of the developed capitalism in La societé du spetacle (The Society of the Spectacle). In regard to this purpose, the present work is oriented by the hypothesis that the reflection on language and the criticism of the commodity fetishism, in Debord s theory, are inseparable aspects of a one and the same point of departure of the tardy capitalist criticism of sociability, centred on the language criticism and commodity form. The main concept of this reflection is that of langage commun (common language) as a normative reference of the present criticism. In connection with the surrealism and with other modern artistic experiences, Debord sets out his view on a transition, concerning the horizon of the aesthetic and the social reflection on language, and of the expression concept to that of communication or dialogue. He seeks to compile, maintain and surpass the critical characteristic of the uncommunicative expression (and, therefore, refractory to the pseudocommunication of the bourgeois society), as it was conceived and experienced by the modern art and the vanguards of the beginning of the 20th century, formulating the critical and existential perspective of communication. This communicative horizon, thus, presents itself, as a perspective on behalf of which the criticism of society is made, based on the fetishistic production of value. With this same gesture, to the surpassing of art and to the achievement of poetry , pursued by the surrealism and by the vanguards of the beginning of the last century, a new content is added: if the modern poetical expression was a denunciation of the reified, pseudocommunicative and even anti-communicative language, it is because, as stated by Debord, this denunciation aimed at a new, authentic and free communication
Palavras-chave: Reificação
Language
Reification
Communication
Breton, André -- 1896-1966 -- Crítica e interpretação
Debord, Guy -- 1931-1994 -- Crítica e interpretação
Linguagem
Comunicação
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Filosofia
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia
Citação: Aquino, João Emiliano Fortaleza de. Reificação e linguagem em André Breton e Guy Debord. 2005. 305 f. Tese (Doutorado em Filosofia) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005.
Tipo de acesso: Acesso Restrito
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/11725
Data de defesa: 19-Apr-2005
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia

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