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dc.creatorColucci, Sandra Regina-
dc.creator.Latteshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4761805E6por
dc.contributor.advisor1Matos, Maria Izilda Santos de-
dc.date.accessioned2016-04-27T19:32:15Z-
dc.date.available2016-03-03-
dc.date.issued2001-11-30-
dc.identifier.citationColucci, Sandra Regina. Mães, médicos e charlatães: configurações culturais e múltiplas representações dos discursos médicos-sanitaristas - São Paulo, 1920-1930. 2001. 209 f. Dissertação (Mestrado em História) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2001.por
dc.identifier.urihttps://tede2.pucsp.br/handle/handle/13123-
dc.description.resumoA partir da Primeira Grande Guerra, o desenvolvimento da Higiene como "Ciência da Saúde" estabeleceu princípios gerais, que serviram como guias para a Reforma do Serviço de Saúde Pública de São Paulo, em 1925. Esta dissertação tem como proposta questionar o processo de construção das representações dos discursos médicos-sanitaristas na cidade de São Paulo entre 1920-1930, com ênfase em 1925, momento da Reforma Paula Souza. O novo código sanitário estabeleceu numerosos pontos de contato entre problemas sociais e problemas de Saúde Pública, voltando-se para a assistência materno-infantil, para tuberculosos e sifilíticos, considerados como os maiores problemas trazidos à população de São Paulo. Índices de mortalidade infantil, identificados como causa de afecções intestinais, foram associados a processos de alimentação "defeituosos" devidos à ignorância das mães. Esse diagnóstico desencadeou uma política de educação das mulheres, que, culpabilizadas pela morte das crianças, deveriam aprender uma "nova maneira" de maternar seus filhos. A intervenção sobre usos e costumes transformou relações sociais que integravam redes de significação distintas das que se impunham, pretendendo determinar, pelo estabelecimento de seus métodos ditos científicos, o desaparecimento da efetividade protetora de misturas, poções, feitiçarias, ritos e mitos, entre outros. Numa relação de confronto, de estranhamento e de desconhecimento, o "charlatanismo" foi definido pela sua carência, pela falta de "racionalidade médica", para ser classificado como imoral, desonesto, ilegítimo, reduzido a sinônimo de primitivismo e atraso social. A extração dos significados das tradições pretendeu reprimir sensibilidades, princípios e valores, alterando regras que regiam a vida dos diversos sujeitos, e diziam respeito às múltiplas formas de sociabilidade. Desse modo, a organização da vida coletiva deveria se afirmar pela semelhança, contribuindo para a construção da legitimidade de uma única ordem social, que capacitava o novo e desacreditando no antigo. Nessa ordem social, a culpabilidade, diante da responsabilidade imposta pela criação dos filhos, tornou-se um componente da socialização da mulher. Tal política interferiu em suas relações de trabalho, familiares e sociais. Propõe-se a interrogar os diagnósticos da Saúde Pública em sua pluralidade e através das discussões sobre a heterogeneidade de experiências sobre maternagem e charlatanismo ali vislumbradas, abrindo o campo de análise de expressões culturais, transmissão de tradições, formas de resistências, que propiciando um maior conhecimento sobre a condição da mulher, permitam informar às questões contemporâneas que o tema colocapor
dc.description.abstractFrom the First Big War the development of Hygiene as a "Health Science" established general principles which were used as a guide for the Reform of São Paulo's Service Public Health, in 1925. The aim of this report is to question the construction's process of representation in medical-sanitarian's discourses in São Paulo, between 1920-1930, emphasizing 1925, moment of Paula Souza's Reform. The new sanitarian code establishing a lot of new points of contacts between social problems and public health problems, had an eye for the mother-child assistence, and tuberculous and syphillitic people who were considered to bring the biggest problems for São Paulo's population. Death rates of child mortality, having as a reason intestinal affections, were linked to a bad quality nutrition process, due to the ignorance from mothers. This diagnosis unchained a policy of education for women, because, being blamed for children's death they should learn a new way to nourish them properly. The intervention on uses and customs has changed the social relations which integrated branches of different meanings from the imposed one's intending to determine through their own methods, called scientific, the vanishing of effectiveness protection against blends, potions, witchery, rituals and others. In a confront relation, atrangeness and unfamiliarity, the "charlatanism" was defined by its lack of "medical rationalism" to be classified as immoral, deceitful and illegal, reduced to a sinonim of primitivism and social delay. The extration of the tradition meanings intended to restrain sensitiveness, principles and values, modifying rules that managed many sort of people's lives, which were to multiple forms of sociability. This organization of collective life should be affirmed by the similarity contributing for the construction of a legitimacy in unique social order which exalted the new and disbelieved the old. In this social order, the culpability facing the responsability imposed by children's creation, turned out to be a componet of women's socialization. This policy interfered in their work, family and convivial relations. The aim is to question the diagnosis from public health in its plurality and through discussions about the heterogeneity of experiences on motherhood and charlatanism shown here, open widely the analysis of cultural expressions, transmission of traditions and ways of resistence, propitiating a better knowledge about women's conditions, to inform the contemporary questions that the subject poseseng
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2016-04-27T19:32:15Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Sandra Regina Colucci.pdf: 9283635 bytes, checksum: 291b24533fedb9c4084b9fd9b235687d (MD5) Previous issue date: 2001-11-30eng
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-
dc.formatapplication/pdfpor
dc.thumbnail.urlhttp://tede2.pucsp.br/tede/retrieve/25848/Sandra%20Regina%20Colucci.pdf.jpg*
dc.languageporpor
dc.publisherPontifícia Universidade Católica de São Paulopor
dc.publisher.departmentHistóriapor
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.initialsPUC-SPpor
dc.publisher.programPrograma de Estudos Pós-Graduados em Históriapor
dc.rightsAcesso Restritopor
dc.subjectSaude publica -- Sao Paulo (estado) -- 1920-1930por
dc.subjectAlimentacao e higienepor
dc.subjectFalsa medicinapor
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIApor
dc.titleMães, médicos e charlatães: configurações culturais e múltiplas representações dos discursos médicos-sanitaristas - São Paulo, 1920-1930por
dc.typeDissertaçãopor
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