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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/19810
Tipo do documento: Dissertação
Título: Sociopatas digitais: comportamento antissocial e empatia em ambientes virtuais
Autor: Assis Junior, Fabio de Paula 
Primeiro orientador: Santaella, Lucia
Resumo: As ferramentas que surgem com o rastreamento digital podem ter usos positivos, mas também negativos, diz Lucia Santaella em “Ecologia Pluralista da Comunicação: Conectividade, Mobilidade, Ubiquidade” (2010). Fernanda Bruno, por sua vez, em “Máquinas de Ver, Modos de Ser: Vigilância, Tecnologia e Subjetividade” (2013), afirma que a comunicação rastreada interfere na construção da identidade subjetiva do homem contemporâneo, tanto para o bem quanto para o mal. Ora, mas que mal é esse? Como opera o mal dentro do universo digital? Para responder estas questões, é necessário entender o mal do ponto de vista filosófico, a fim de compreender a complexidade que esse conceito assume dentro da moral - esta, por sua vez, inserida em limites de tempo e espaço. Hannah Arendt, em “Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal” (1999) aponta para dois tipos de mal: o mal banal, não planejado, impetrado por indivíduos comuns, em situações cotidianas; e o mal supremo, planejado, que parte da obtenção de vantagens e poder para um indivíduo ou grupo de pessoas, justamente a partir da manipulação comumente associada a sentimentos comuns à maioria dos seres humanos, em especial a empatia, a vergonha e o medo. Este padrão de comportamento coincide, de acordo com Ana Beatriz Barbosa Silva em “Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado” (2008), com o do perfil entendido pela psiquiatria como transtorno de personalidade antissocial, também chamado de sociopatia. Compreender como o sociopata age no universo digital é, assim, o tema dessa pesquisa. No ambiente virtual – onde a ubiquidade determina o comportamento do indivíduo –, a empatia, o medo e a vergonha de um indivíduo podem ser usados para a obtenção de vantagens por outro indivíduo e, também, por grupos de indivíduos, tanto na esfera privada quanto na pública. O sociopata encontra nas redes território fértil para agir em detrimento dos demais? Quais os usos negativos que se pode fazer a partir da comunicação digital? Como ferramentas de rastreamento de dados podem ser usadas para o mal? Mas, se a rede é um sistema complexo tão ou mais dinâmico do que o universo físico, qual é o papel que o sociopata cumpre no universo digital? De que modo ele atua nesse sistema complexo? Identificar e tipificar qualitativamente sua ação organiza informações e abre caminho para responder a essas perguntas. Bullying, trolling, copy cat, hackerismo, gaslighting e mind control, além da engenharia social, são alguns dos tipos já consagrados e que merecem ser tabulados. Todas essas ações esbarram, em alguma de suas etapas, na esfera do rastreamento. Quais são os flancos da web que se ajustam ao comportamento antissocial? Estabelecer esse limite, a partir da tipificação das ações de sociopatas nas redes, e das características da empatia e da alteridade em rede, pode fomentar uma moral digital e, enfim, somar conhecimento às ciências forenses e ao combate aos crimes digitais, além de ampliar o estudo e o debate sobre o significado do mal, e de promover a ética na comunicação em ambientes digitais
Abstract: The tools that emerge within digital tracking can assume positive usages, as much as negative ones, reminds Lucia Santaella in “Ecologia Pluralista da Comunicação: Conectividade, Mobilidade, Ubiquidade” (2010). Fernanda Bruno, on the other hand, in “Máquinas de Ver, Modos de Ser: Vigilância, Tecnologia e Subjetividade” (2013), alleges that tracked communication steps in the construction of contemporary man subjective identity, both for good and for evil. Nevertheless, what evil is ithis? How this alleged evil operates within digital universe? For answering this questions, it is necessary to understand evil from a philosophical point of view, in order to understand the complexity that this concept assumes within the moral - this, in turn, inserted in time and space limits. Hannah Arendt, in “Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal” (1999) points to two kinds of malignancy: the banal evil, unplanned, brought on by ordinary people in everyday situations; and a supreme evil, planned, that derives from gaining advantages and power for an individual or group of people, precisely from the manipulation commonly associated with feelings usual to most human beings, especially empathy, shame and fear. This pattern of behavior coincides, according to Ana Beatriz Barbosa Silva in “Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado” (2008), with the profile understood by psychiatry as the antisocial personality disorder, also called sociopathy. Understanding how the sociopath acts in the digital universe is thus the subject of this research. In the virtual medium - where ubiquity determines human behavior - empathy, fear and shame of an individual can be used to obtain advantages by another individual and also by groups of individuals, both in the private sphere and in the public domain. Does the sociopath find a fertile territory in the social media to act to others detriment? Which are the negative usages that can be made from digital communication? How can data tracking tools be used for evil? But, if the network is a complex system as dynamic as the physical universe, what is the role that the sociopath fulfills in the digital universe? How does it work in this complex system? Identifying and qualitatively typifying their actions organizes information and opens paths to answering those questions. Bullying, trolling, copy cat, hackerism, gaslighting and mind control are some of the types already consecrated, and deserve to be tabulated. All these actions, in some of their stages, run counter to the realm of tracking. Even more: what are the flanks in the internet that fit antisocial behavior? Establishing this limit, by typifying the actions of sociopaths in the social media, and characteristics of digital empathy and alterity, can foster a digital morality. And, finally, add knowledge to the forensic sciences, combating digital crimes, besides expanding the studies and debates about the meaning of evil and promoting ethics on communication in digital mediums
Palavras-chave: Psicopatas
Empatia
Ambientes virtuais compartilhados
Sociopaths
Empathy
Digital universe
Área(s) do CNPq: CNPQ::ENGENHARIAS
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Tecnologia da Inteligência e Design Digital
Citação: Assis Junior, Fabio de Paula. Sociopatas digitais: comportamento antissocial e empatia em ambientes virtuais. 2017. 81 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia da Inteligência e Design Digital) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Tecnologia da Inteligência e Design Digital, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2017.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/19810
Data de defesa: 6-Mar-2017
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Tecnologia da Inteligência e Design Digital

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