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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4415
Tipo do documento: Tese
Título: Pelejas em rede: vamos ver quem pode mais
Autor: Amorim, Maria Alice 
Primeiro orientador: Ferreira, Jerusa Pires
Resumo: A literatura de cordel se constitui numa das poéticas tradicionais do Nordeste do Brasil, caracterizada por produção escrita e registro tipográfico específicos. Os processos comunicacionais ocupam, aí, posição privilegiada. Nas duas últimas décadas, os cordelistas passam a realizar disputa poética via e-mail ou bate-papo nas redes sociais, publicando o que denominam pelejas virtuais, calcadas nas pelejas imaginárias de cordel, que aparecem, já, em títulos do início do século XX. Por sua vez, a tradição dessas pelejas escritas remete ao desafio poético entre dois improvisadores, diante de uma platéia atenta. As pelejas de cordelistas e repentistas guardam variados códigos e simultaneamente entrelaçam elementos poéticos que se atualizam há séculos. Combinando formas fixas, ritmo, temas, os duelos verbais, de improviso ou não, são recorrentes na poesia de cordelistas, violeiros, coquistas, cirandeiros, mestres de maracatu, boi de carnaval, caboclinhos, blocos rurais de carnaval, samba de matuto. Em desafios ao vivo, desafios impressos, desafios mediados pela web, é possível articular essas expressões poéticas como um grande texto oral em contínuo processo de atualização de matrizes virtuais. No corpus da pesquisa, folhetos de pelejas (virtuais e fictícias); desafios ao vivo; eventos com performance de poesia; registro de pelejas virtuais ocorridas na web; cds e dvds de cordelistas e repentistas. Na metodologia, a observação participante, entrevistas e análise qualitativa do grande texto que se realiza nas pelejas virtuais (mediadas por twitter, msn, facebook, orkut, sites, portais, correio eletrônico etc.), nas fictícias pelejas de cordelistas e nas de improvisadores. Respaldada nos conceitos interdisciplinares de comunicação, de Jesús Martín-Barbero; tradição, performance e movência, de Paul Zumthor; grande texto oral e matrizes virtuais, de Jerusa Pires Ferreira; cibercultura, de Francisco Rüdiger, proponho-me realizar um estudo comparativo da produção de pelejas de cordelistas e repentistas, abrangendo sobretudo as décadas 1990/2000. O intuito é investigar a existência de confluências e combinações de memórias na articulação deste grande texto de comunicação, em movente processo adaptativo, e igualmente especular em que medida se pode definir tal produção poética como uma série cultural reconhecível
Abstract: The Cordel Literature, also known as string literature , constitutes one of the traditional poetical verses of Northeastern Brazil, characterized by the written production and specific typographic records. The communicational processes occupy, hence, a privileged position. In the last two decades, the cordelists have started performing through poetic contests by means of e-mail or chat communities on social networks, publishing what is called virtual battles , battles based on the cordel s imaginary battles, which can already be seen in titles of the 20th century. Thus, these written contests tradition harks back to the poetic challenges between two improvisers who would perform before an enthralled audience. The contests of cordelists and improvisers safe guard several codes and simultaneously interweave poetical elements which have been updated for centuries. Combining fixed forms, rhythm, themes, verbal duels, be they improvised or not, are recurrent in the poetry of cordelists, guitar players, coquistas, cirandeiros, maracatu masters, carnival ox, caboclinhos, rural carnival parades, samba of the countryside man. Face to face challenges, printed challenges, web-mediated challenges pave the way for the articulation of these expressions into a great poetical, oral text going through a continuous process in updating the virtual matrices. The research corpus harbors battle booklets (virtual and fictional); face-to-face challenges; poetry performing events; recorded virtual battles that took place on the web, cds and dvds by improvisers and cordelists. Participants observation, interviews and qualitative analysis of large texts that have been utilized in virtual contests (mediated by twitter, msn, facebook, orkut, sites, portals, email, and so forth) are in the methodology covering the fictional battles of cordelists and improvisers. Pursuant to the interdisciplinary concepts of communication by Jesús Martín-Barbero; tradition, performance and movement by Paul Zumthor; great oral text and virtual matrices by Jerusa Pires Ferreira; cyber-culture by Francisco Rüdiger, I propose to carry out a comparative study on the production of improvisers and cordelists spanning mainly the decades from 1990/2000. The purpose of the study is to investigate the existence of memories confluence and combination in the articulation of this large communication text in an ever adapting process, and also to speculate to what extent one can define such poetry as a recognizable cultural series
Palavras-chave: Comunicação
Cibercultura
Oralidade
Cordel
Repentismo
Semiótica da cultura
Communication
Cyber-culture
Orality
Cordel
Improvisation
Semiotic culture
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Comunicação
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica
Citação: Amorim, Maria Alice. Pelejas em rede: vamos ver quem pode mais. 2012. 335 f. Tese (Doutorado em Comunicação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4415
Data de defesa: 14-Jun-2012
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica

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